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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Tecnologia perde pioneiros e gênios inovadores em 2011

A morte de Steve Jobs, o gênio visionário da Apple, comoveu o mundo inteiro, mas ele não foi o único: em 2011, outros grandes nomes da tecnologia desapareceram - e sem o trabalho de alguns deles, você talvez nem soubesse quem foi Steve Jobs. Desde Paul Baran, que ajudou a criar os fundamentos técnicos para a Arpanet, a rede precursora da internet, ao jovem fundador de uma rede social alternativa à gigante de Mark Zuckerberg, Ilya Zhitomirskiy, passando por Dennis Ritchie, pai da linguagem C e do Unix, o mundo perdeu em 2011 alguns de seus grandes gênios, pioneiros, empreendedores e visionários.

Paul Baran
No dia 26 de março, complicações decorrentes de um câncer de pulmão levaram Paul Baran, aos 84 anos. O engenheiro nascido na Polônia sublinhou na década de 60 sublinhou a importância de agregar dados em "pacotes". Esses "pacotes" seriam depois enviados por diferentes "caminhos" através de uma rede e reconstituídos, pedaço a pedaço, quando chegassem ao seu destino. Parece familiar? Isto foi fundamental para a criação de uma rede para troca de dados entre cientistas, a Arpanet, que embasou a internet que você conhece hoje.

Norio Ohga
Você sabe o motivo do CD ter 12 cm de diâmetro? Por causa de Norio Ohga, um japonês que liderou a Sony entre 1982 e 1995 e foi o grande incentivador do desenvolvimento do CD. Ele morreu em 23 de abril por falência múltipla de órgãos, em Tóquio, com 81 anos. Ohga estudou música e pretendia ser cantor de ópera, mas seus conhecimentos em engenharia de som e elétrica o levaram à empresa quando tinha 23 anos e era estudante. Já na década de 70 ele dizia que o CD iria substituir o vinil - o que aconteceu no Japão em 1987. Ohga liderou a transformação da Sony de uma fabricante de equipamentos de áudio e vídeo a um dos grandes players internacionais do entretenimento. O diâmetro do CD? Ohga insistiu nos 12 cm, porque cabem 75 minutos de música - o tempo da Nona Sinfonia de Beethoven.

Robert Morris
Um nome importante para a criação do Unix é o do matemático e mestre da criptografia Robert Morris, que morreu aos 78 anos em um hospital em Lebanon, nos Estados Unidos. Ele foi o principal contribuinte da linguagem matemática do sistema. Como cientista chefe do Centro Nacional de Segurança da Computação da Agência Nacional de Segurança, ele liderou a equipe que protegia as redes militares de ataques externos. Em 1983, ele testemunhou em uma audiência sobre o fenômenos nascente dos vírus de computador. Na época, disse que "a noção de que estamos criando uma geração de crianças tãotecnicamente sofisticados que podem enganar os melhores esforços dos especialistas em segurança das maiores corporações dos Estados Unidos e os militares é um total absurdo".

Mesmo assim, Morris subestimou seu próprio filho, Robert T. Morris que, cinco anos depois, infectou 6 mil máquinas do Departamento de Defesa com um vírus que ele mesmo desenvolveu. O caso foi investigado pelo FBI, Morris convenceu o filho a se entregar e ele ficou em liberdade condicional, pagando ainda uma multa de US$ 10 mil. Hoje, Robert T. Morris é professor no MIT.

Michael Hart
Considerado o criador do e-book, o americano Michael Hart digitalizou a Declaração da Independência dos EUA e a distribui pela rede, em 1971, dando início ao Projeto Gutenberg: hoje, com a ajuda de centenas de voluntários, o site dá acesso a 36 mil e-books em 60 idiomas e diversos formatos de acordo com a página do projeto. Hart morreu em casa, na cidade de Urbana em Illinois (EUA), aos 64 anos, em 8 de setembro.

Dennis Ritchie
Em outubro, além de Steve Jobs, que morreu aos 56 anos, teve também o adeus de Dennis Ritchie. Ele é o pai da linguagem de programação C, que usou com o colega Ken Thompson para construir o Unix, "sistema operacional sobre o qual muito do mundo está construido - incluindo o império da Apple", como definiu a revista Wired em reportagem chamada Dennis Ritchie: The Shoulders Steve Jobs Stood On (Dennis Richie: os ombros sobre os quais Steve Jobs ficou, em livre tradução). Ritchie é um nome fundamental para tudo que se vê hoje. A linguagem de programação que ele criou é a base de grande parte do funcionamento dos computadores, das páginas na internet, jogos, animações, e dela derivam o C++, o PHP e o Java, também peças-chave na tecnologia atual. Aos 70 anos, Ritchie morreu em sua casa em New Jersey, depois de longa doença, e foi encontrado pela família na quarta-feira 12 de outubro.

Robert Galvin
No dia 13 de outubro, foi a vez de Robert Galvin. Filho do fundador da Motorola, ele entrou na companhia quando esta ainda era a Galvin Manufacturing. Como chefe da companhia por quase 30 anos (1959 a 1986), criou o primeiro telefone celular comercial, em 1973, e construiu a primeira rede de celulares no início dos anos 80. O pioneiro da telefonia móvel morreu aos 89 anos, em casa, em Washington, de causas naturais.

John McCarthy
Se hoje falamos em inteligência artificial, é em parte graças ao matemático, cientista da computação e professor John McCarthy, que morreu em 24 de outubro, aos 84 anos. Em 1956, ele organizou a Conferência de Verão de Dartmouth sobre Inteligência Artificial, ianugurando a expressão e um vasto de campo a trabalhar. Mais adiante, inventou o LISP - uma das linguagens de programação mais influentes do mundo - além de ter um papel importante no desenvolvimento dos sistemas de tempo compartilhados.

Eduardo Corrêa da Fonseca
Já no finalzinho do mês de outubro, dia 28, morreu em São Paulo um ícone da tecnologia bancária no Brasil. O executivo Carlos Eduardo Corrêa da Fonseca, conhecido como Karman integrava o Conselho de Administração da Itautec desde fevereiro de 2010. De 2003 a 2008 Karman foi presidente do Ciab Febrabran - evento de tecnologia da informação - e, antes disso, presidiu o Centro Nacional de Automação bancária de 1977 a 1983. Ele coordenou no antigo Real/ABN Amro a integração dos sistemas e a atualização da infraestrutura e dos equipamentos do banco e também escreveu livros sobre tecnologia bancária. Carlos Eduardo morreu aos 68 anos.

John R. Opel
No início de novembro, morreu o quinto CEO da IBM, John R. Opel. Para a empresa, os anos sob a administração de Opel foram de ascensão. Presidente de 1974 a 1983 e CEO de 1981 a 1985, ele foi um dos principais responsáveis pela IBM ter passado de um tamanho modesto ao papel de líder de uma indústria de informática florescente e criadora de tendências. Opel conduziu a empresa de forma segura através de um campo minado, incluindo o advento do computador pessoal e uma longa investigação de antitruste. Opel morreu no dia 3 de novembro, em sua casa em Fort Myers, na Flórida (EUA), aos 86 anos.

Ilya Zhitomirskiy
Também em novembro, Ilya Zhitomirskiy, cofundador da rede social que se diz uma das alternativas ao domínio do Facebook entre os internautas, morreu em San Francisco, Califórnia (EUA). Nascido na Rússia e naturalizado americno, o jovem foi um dos quatro estudantes da Universidade de Nova York que criaram o Diaspora em 2010, a rede que classificaram como menos centralizada e mais particular que Facebook, Twitter e Google+, que recebeu investimentos até de Marck Zuckerberg, criador do Facebook. Ele foi encontrado morto em sua casa - a suspeita é de suicídio-, aos 22 anos de idade, na noite de 12 de novembro.

Conforme visto no site Terra.http://noticias.terra.com.br/retrospectiva/2011